Harry Cartoon Potter

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Tá acabando! Em quinze de Julho it all ends...

quarta-feira, julho 20, 2011

Histórias Deletadas

Infelizmente, as histórias "Operação SALVAÇÃO" e "Os Enviados do Futuro" foram deletadas por questões de segurança.

Críticas pro Harry!

Leiam abaixo três críticas para "Harry Potter 7: Parte 2"

Harry Potter 7 – Parte 2: chega ao fim a mais longa saga da história do cinema
O longa coloca um ponto final na história que começou há 10 anos e em um fenômeno que marcou uma geração.

Lais Cattassini
cinemacomrapadura.com.br

NOTA PARA O FILME: 8

Não é exagero nenhum dizer que “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” marca o fim de uma era. Essa é a despedida definitiva de um personagem que mudou uma geração e, principalmente, o fim da mais longa franquia da história do cinema. Foram oito filmes lançados em 10 anos. Vimos os atores crescerem e amadurecerem como profissionais e uma história infantil se tornar um drama de guerra. O final da saga é sim algo para entrar para a história.

O bruxo Harry Potter entrou no universo mágico (e carregou seus fãs com ele) aos 11 anos de idade. Nesse novo filme, Harry tem 17 anos e muito mais responsabilidades do que as que tinha quando vivia debaixo das escadas dos tios. É função dele destruir, de uma vez por todas, o mal puro que é Lorde Voldemort. Ao final da primeira parte de “Relíquias da Morte”, Harry já havia destruído três pedaços da alma de seu inimigo, faltando apenas quatro para serem encontradas e aniquiladas.

Apenas poucos segundos passaram desde o final do primeiro filme e o início do segundo. Harry enterra o fiel Dobby e está determinado a continuar sua missão para vingar não apenas a morte de seus pais, mas também a morte de todos os bruxos que ousaram cruzar o caminho de Voldemort.

Esse é justamente o problema de “Relíquias da Morte – Parte 2”. Somos despejados, sem qualquer introdução, na ação. Toda a atmosfera de guerra foi brilhantemente construída ao longo do primeiro filme. Nesse, só nos resta admirar a batalha final de Harry contra os Comensais da Morte e, claro, contra o Lorde das Trevas.

Não é por isso, entretanto, que o filme não é emocionante. Se você acompanhou Harry e todos os outros personagens ao longo dos 10 anos que nos trouxeram até aqui, você não precisará de muito para sofrer por cada perda e cada momento de perigo. Mas uma introdução mais melancólica faz falta pelo filme ser uma obra narrativa única e dever ser encarado dessa forma.

É preciso conhecer esses personagens a fundo para saber o que cada ação nesse longa representa para o desenvolvimento e a resolução de suas tramas particulares. Claro que Harry foi bem trabalhado, assim como Rony e Hermione, mas será que podemos dizer o mesmo sobre os coadjuvantes que, da mesma forma, sofrem com essa guerra que tomou conta do mundo mágico?

Acredito que o último livro de J.K. Rowling é justamente sobre isso. É sobre os personagens secundários e suas próprias perdas. Harry já perdeu tudo e está disposto a morrer por todos aqueles que ele ama e ainda estão vivos. Mas não se pode dizer o mesmo sobre seus melhores amigos e seus familiares. Para muitos, é nesse momento que as perdas realmente surgirão e serão significativas.

É por isso que “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” falha. O encerramento é previsível e pouco emocionante (para quem não é fã da série). Isso poderia ter sido facilmente evitado se parte um e dois tivessem sido lançadas como um único filme. Ou se, pelo menos, o intervalo entre as estreias tivesse sido menor. Para quem já tem o primeiro filme em casa, é recomendável assisti-lo novamente para se preparar para o final.

Novamente, esse longa é sobre a batalha final entre Harry e Voldemort. O momento em que os dois apontam suas varinhas um para o outro é bastante diferente do descrito no livro e mostra uma tentativa do diretor em tornar o momento mais épico. Não foi uma tentativa acertada. A luta não é uma luta estratégica. Não são dois exércitos que se enfrentam, mas duas varinhas. Se essa cena é emocionante e interessante no livro é por causa do diálogo entre os dois bruxos. Não é preciso muitos efeitos especiais ou pirotecnia, mas foi o que David Yates buscou fazer.

Os efeitos ao longo do filme são bastante verossímeis. Em determinado momento, um grande dragão branco toma a tela em uma direção de arte de tirar o fôlego. O 3D (que em todos os cinemas do Brasil será visto através de óculos-brinde) é secundário, se não desnecessário, para aproveitar cada minuto dessa figura em cena. O mesmo se pode dizer sobre os gigantes e criaturas mágicas que também marcam presença.

É nesse filme que temos o encerramento dos personagens. Se, ao final, não podemos afirmar que todos viveram felizes para sempre, podemos desculpar as atitudes de alguns, condenar outros e vislumbrar o futuro daqueles que aprendemos a amar nesses 10 anos de “convivência”. Pena que a caracterização de alguns desses personagens, vistos quase 20 anos depois, seja tão pobre. Chega a ser vergonhoso ver como “envelheceram” algumas dessas crianças. E, não importa a quantidade de laquê e talco colocado na cabeça dos atores, eles ainda aparentam estar na idade escolar.

“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” pode não ser o final mais épico da história do cinema, mas é definitivamente o mais imperdível. J.K. Rowling escreveu uma história bem amarrada que foi transferida, com maestria, para a tela grande. Se adaptações foram necessárias, elas não foram detestáveis nesses últimos capítulos da saga de Harry, graças ao trabalho bem feito do diretor Yates e também do roteirista Steve Kloves.

Lágrimas não faltarão aos olhos dos mais sensíveis e mais familiarizados com toda a tragédia do mundo bruxo. Também não faltarão momentos de tirar o fôlego ou de esclarecimentos. Vale a pena carregar o bolso de lencinhos.

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Lais Cattassini é jornalista paulistana, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2009. É repórter do Jornal da Tarde, em São Paulo, e membro do CCR desde 2007.


Harry Potter 7 – Parte 2: O fim épico para a história de J.K Rowling no cinema
Muita ação e guerra no desfecho espetacular da franquia.

Diego Benevides
twitter.com/DiegoBenevides

NOTA PARA O FILME: 10

Após sete livros instigantes e oito filmes respeitosos à trama criada por J.K. Rowling, tudo acabou. Acabaram os encontros anuais e as pré estreias malucas, em que você agradece por ter legenda, já que ninguém consegue não vibrar com o que está sendo visto em tela. Acabou a história que entrou para a cultura popular e ficou enraizada em uma geração que cada vez menos consome cinema de qualidade. A luta entre o bem e o mal em Hogwarts durou 10 anos para ser concretizada e, com ela, um filme incrível que atinge as expectativas e mostra como se faz um épico.

Tem se falado bastante que o grande problema de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” que o inferioriza ao seu anterior é o fato de começar sem uma introdução didática que nos reapresente os objetivos do nosso herói. Ora, acompanhamos durante anos os desafios para a destruição de Lord Voldemort e já sabemos quem é quem ali, então não é preciso exigir um roteiro tradicional até mesmo porque o filme é uma segunda parte do que começou anteriormente. A trama de Rowling está no imaginário popular, então não é necessário ter inocência no desfecho da franquia ou julgar sua eficiência por já transportar o público para a ação.

Dito isso, fica claro que a estratégia mercadológica está presente, já que, ao dividir o último livro em dois filmes, a bilheteria aumenta para os cofres da Warner. Em paralelo, também fica claro que foi uma forma de levar o público a uma experiência além das sete obras literárias. Este oitavo filme é uma homenagem aos fãs, que tanto esperaram o fim, apesar do lamento. O diretor David Yates trabalhou de forma magnífica para encerrar com glória, se apropriando até mesmo da liberdade criativa do roteiro de Steve Kloves ao não exaltar a importância de uma vitória em si de Harry, mas principalmente ao mostrar os personagens como seres desgastados por um histórico de guerra. As perdas estão ali e são irreparáveis. É preciso resolver o caos para tentar viver bem novamente.

Assim, o script não perde tempo com pequenos detalhes que no livro até fazem diferença, mas nas telonas puderam ser amenizados. Até mesmo algumas escolhas problemáticas da história escrita originalmente Rowling são sanados em tela, dando espaço às resoluções mais importantes do que mesmo apresentar os relacionamentos amorosos dos protagonistas ou se esticar nas mortes dos coadjuvantes. O filme é rápido e sua curta duração é correta, já que desenvolve em tempo hábil o arco narrativo.

A equipe técnica corrige a maioria dos erros da primeira parte de “As Relíquias da Morte”, que foi um pouco inferior na realização de efeitos visuais. Aqui, os efeitos se aliam mais do que nunca à fotografia de Eduardo Serra e à competente direção de arte para formatar uma mise-en-scène irretocável. Está tudo em seu lugar, colaborando também para que a ação não seja prejudicada. O intenso trabalho técnico glorifica o desfecho da saga, que exige naturalmente um bom olhar e muita experiência na transposição dos quesitos técnicos para as telas.

A maquiagem e o figurino seguem o estilo adotado nos outros filmes, sem muita diferença. Apenas no epílogo ocorre o estranhamento em vê-los modificados, mas nada tão agressivo que não seja possível compreender. Aliás, o epílogo é competente por se resolver da forma mais óbvia, mas que ao mesmo tempo desperta a sensação de ciclo que se reinicia, deixando o público com vontade de recomeçar toda a saga.

A trilha sonora de Alexandre Desplat, bem mais discreta, pontua os momentos de maior tensão da trama, também dando espaço ao silêncio essencial em momentos chave. A edição faz o seu melhor trabalho em oito filmes, sendo um deleite aos olhos. Não há dispersão do público nem mesmo nos momentos mais dramáticos. O ritmo do filme inclui os espectadores em uma esfera de participação em que eles não conseguem sequer olhar para o lado. Tudo que é mostrado e as escolhas de como apresentar, seja pelo diretor ou pela edição, são atrativos que não se perdem.

Apesar do crescimento físico do trio de atores principais, o que mais impressiona em “As Relíquias da Morte – Parte 2” é a evolução cênica deles. Daniel Radcliffe está em sua melhor forma, com a maturidade não somente na forma com que fala os diálogos, mas em toda a sua expressão corporal. Rupert Grint também está mais a vontade, ainda que sua importância não tenha tanto destaque. Talvez por isso o roteiro o coloque como inteligente, muitas vezes surpreendendo Hermione. Emma Watson, que sempre foi a mais espontânea dos três, continua com o título de melhor bruxa. Como dito em filmes anteriores, Harry e Ron não durariam dois dias sem ela.

Os destaques no elenco, entretanto, ficam com os coadjuvantes. Alan Rickman dá seu show particular em cena, por trabalhar as diversas nuances de Snape de forma esplêndida, como nas memórias vistas por Harry, onde Snape mostra sua vulnerabilidade e se reconstrói. Ralph Fiennes esperou o último longa para mostrar a verdadeira persona de Voldemort. Aqui, Fiennes tem oportunidade de trazer toda a paranoia do vilão, bem como seu desejo em ser invencível. Destaque também para Maggie Smith, que faz de Minerva uma mistura de desejo e irreverência neste último filme.

Julie Walters, a mãe Weasley, tem poucos diálogos em cena, mas participa de um dos momentos mais ovacionados de toda a franquia. Não tem como não citar a performance doentia de Helena Bonham Carter que, desde a sua primeira aparição, fez de Belatriz Lestrange uma personagem superior à criada por Rowling, sendo um guilty pleasure aos espectadores. Matthew Lewis recupera sua atenção perdida nos últimos filmes como o bravo Neville, enquanto Tom Felton também mostra seu cansaço frente àquela batalha, ainda que seu personagem Draco não tenha um desfecho significativo. Vale citar as rápidas aparições da maravilhosa Emma Thompson, como Sibila Trelawney, e Gary Oldman, como Sirius Black.

Em determinado momento do filme, o Dumbledore de Michael Gambon serve de porta voz de Rowling. Nesses anos todos, aprendemos a lição boba de que o bem sempre deve vencer o mal, mas principalmente de que o amor é a força motriz de tudo. A história do pequeno garoto que sobreviveu fala, acima de tudo, do amor que ultrapassa todas as barreiras, e talvez por isso justifique o quanto a saga é importante para uma geração de cinéfilos. A partir de agora, “Harry Potter” se torna imortal. “Hogwarts will always be there to welcome you home”.

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Diego Benevides é editor chefe, crítico e colunista do CCR. Jornalista graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), atualmente é pós-graduando em Assessoria de Comunicação, pesquisador em Audiovisual e professor universitário na linha de Artes Visuais e Cinema. Desde 2006 integra a equipe do portal, onde aprendeu a gostar de tudo um pouco. A desgostar também.


Harry Potter 7 – Parte 2: Uma conclusão não menos que épica
Com este ótimo "Harry Potter", chega ao fim nas telas a saga do jovem mago criada por J.K. Rowling que, no decorrer de uma década, encantou toda uma geração. Um verdadeiro marco cinematográfico!

Thiago Siqueira
twitter.com/thiagosiqueiraf

NOTA PARA O FILME: 10

Como algo tão que começou tão inocente tornou-se tão devastador? Preparando-me para o final de sua cinematográfica saga (sim, o termo aqui se aplica), revi todos os passos de Harry Potter nas telas. O vi aprender sobre o mundo dos bruxos, despertar para sua verdadeira natureza e, enfim, compreender que aquele mundo não era só feito de aventuras e desafios mágicos a serem vencidos, mas de escolhas difíceis a serem tomadas.

O mal existe e, com ele, a guerra não tardou, trazendo pesares e tristezas que chegam a seu clímax em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″. Sem reapresentar personagens ou situações, o longa se ocupa em fechar as pontas soltas e se aprofundar mais ainda na alma daquelas figuras que vimos florescer em nossas imaginações na última década.

A história chega ao fim em meio a um clima que não pode ser dissociado do cotidiano europeu durante a Segunda Guerra Mundial. O Mundo da Magia fora conquistado por Voldemort (Fiennes) e seus supremacistas. O Ministério e Hogwarts se transformaram em versões sombrias do que eram no tempo em que Harry vivia no armário debaixo da escada, se tornando instituições comandadas por seguidores fanáticos de um líder totalitário ensandecido. Harry (Radcliffe), Hermione (Watson) e Rony (Grint) se incumbiram de destruir as horcruxes restantes para, finalmente, tornar Voldemort um mortal e tar alguma chance de acabar com seu reino de terror.

Após uma complicada parada em Gringotes, o trio descobre que um pedaço da alma Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado se encontra em sua antiga escola, percebendo que lá será travada a batalha de suas vidas. Uma resistência frágil, mas viva, persistente em Hogwarts, se organizando sob um baluarte, a mais que provável queda de um raio. A fé inteira de uma nação sob o jugo de um ditador resta depositada em Harry. As peças se organizam e o fim começa.

Através da magnífica fotografia de Eduardo Serra, que equilibra luz e sombras de uma maneira não menos que espetacular, acompanhamos aquele castelo magnífico se transformar em um campo de guerra em ruínas e aquelas outrora crianças ascenderem ao heroísmo. Não por suas proezas em combate, mas pela força de seus corações. Corações esses que serão partidos por perdas brutais e a revelação de um herói até então desconhecido, movido apenas por um amor que, embora não correspondido, nunca deixou de existir.

O diretor David Yates percebe que ação sem emoção é algo vazio. A partir deste entendimento, transforma a batalha de Hogwarts, um dos grandes destaques do filme, não em um espetáculo pirotécnico, mas em algo mais profundo. O diretor constrói todo um clima de tensão para o confronto, que se anuncia através da poderosa presença psíquica de Voldemort na mente dos alunos e professores da escola de magia. É a guerra psicológica levada ao seu extremo.

Trasgos, bruxos malignos e Comensais da Morte encaram o verdadeiro espírito de Hogwarts em meio a um cenário de morte e destruição. Não é um filme para crianças. Personagens queridos morrem com pouquíssima cerimônia, com suas ausências sendo sentidas nos momentos de silêncio, não na batalha. Yates não trata a guerra com glamour, mas com dor, tal como deve ser abordada.

Um elenco impecável premia essa conclusão. Daniel Radcliffe pouco lembra o garotinho que tentava passar alguma emoção nos primórdios da saga, encarnando um Harry cada vez mais seguro, mas que deixa transparecer momentos de pânico ao perceber seu possível destino. Do trio, Rupert Grint foi o que mais evoluiu. De um careteiro histriônico, seu Rony se tornou uma verdadeira rocha, mesmo com seus momentos de humor. Emma Watson exala beleza e graça como Hermione que, mesmo representando a “razão”, acaba sendo a mais passional dos três.

Ralph Fiennes mostra por que fora chamado para encarnar Voldemort, revelando mais e mais do vilão em uma gama impressionante de emoções. Mesmo sob toda a maquiagem, o ator exibe um alcance. Quando fragilizado, Tom Riddle se torna mais assustador e imprevisível. Ao matar um de seus capangas por ousar falar no momento errado, enxergamos a ira e o medo por trás daquele gesto, não sendo uma mera muleta de roteiro para mostrar “como o vilão é mau”.

Michael Gambon retorna brevemente como o sereno Alvo Dumbledore, não mais uma presença física para Harry, mas com sua influência sendo sentida a todo o momento. Vale a pena fazer um pequeno parêntese sobre a omissão no filme de certos detalhes sobre a biografia de Dumbledore presentes no livro de J.K. Rowling. Espertamente, o roteiro de Steve Kloves aborda isso com simplicidade ao afirmar que não interessa para a história o homem que Dumbledore era antes de Harry o conhecer.

E o que falar de Alan Rickman? O ator, que conheci como o deliciosamente maligno Hans Gruber em “Duro de Matar”, aparece apenas em momentos-chave de “As Relíquias da Morte – Parte 2″, mas suas aparições são verdadeiros tesouros. O arco de Snape neste fechamento nos faz querer rever todos os filmes da saga novamente, só para que possamos acompanhar cada lance desse verdadeiro mestre, não apenas da magia, mas do ilusionismo. Um personagem complexo e fascinante.

São tantos nomes nesse verdadeiro panteão britânico de verdadeiras lendas a deixarem sua marca na franquia. Maggie Smith faz Minerva McGonagall brilhar como nunca, quase uma Winston Churchill do mundo mágico. Outra dama, Julie Walters, finalmente vê sua Sra. Weasley sair do papel de rainha do lar e defender seus filhos com unhas, dentes e varinha. John Hurt, Helena Bonham Carter, Jim Broadbent, Jason Isaacs, Gary Oldman, David Thewlis, Emma Thompson, o subestimado Ciarán Hinds surgindo como Abeforth Dumbledore… Um verdadeiro “quem-é-quem” dos grandes representantes das artes cênicas da terra da Rainha. Todos aparecem, mesmo que em pontas, nesse momento marcante da história do cinema. Sem egos a serem massageados.

Revisitamos cada momento que passamos juntos a Harry, experimentando novamente, mesmo que por um breve momento, o calor de momentos e entes queridos passados. Esse calor que dá forças para continuar em frente e fazer não o que é fácil, mas o que é certo. Reconhecer em outros o sacrifício que devemos cometer.

O filme ainda é coroado pela maravilhosa trilha sonora de Alexandre Desplat, que se utiliza de temas tocados nos outros capítulos da saga para nos trazer uma sensação de nostalgia absolutamente necessária, ao mesmo tempo em que nos traz também composições mais melancólicas, que refletem os momentos desesperadores deste ato final. Complementam a experiência efeitos visuais de tirar o fôlego e uma fabulosa direção de arte.

O epílogo deixa claro que a inocência e a alegria são transmitidas através das gerações. Sim, crescemos, mas as alegrias da infância perduram nos nossos filhos, tornando-as eternas. É o que faz valer toda a dor do crescimento, saber que, um dia, nossos filhos poderão saborear uma infância tão mágica e amigos tão fiéis quanto os que tivemos.

Durante esses dez anos de “Harry Potter” nos cinemas, eu cresci com o jovem mago. Saí da adolescência para a idade adulta junto dele, Rony e Hermione. Foi uma experiência incrível, cheia de reviravoltas e emoções. Será algo que milhões de fãs ao redor do mundo poderão guardar para sempre. Despedi-me de meus amigos sabendo que poderei revisitá-los quando quiser, através dos ótimos filmes pelos quais nos conhecemos. Até um dia, pessoal!

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Thiago Siqueira é crítico de cinema do CCR e participante fixo do RapaduraCast. Advogado por profissão e cinéfilo por natureza, é membro do CCR desde 2007. Formou-se em cursos de Crítica Cinematográfica e História e Estética do Cinema.

Qual é a melhor?

terça-feira, abril 19, 2011

Não Há Como Explicar... a Música

O que é música?
Música é um sentimento. Não é somente sons, ou barulhos saídos de instrumentos.
A música está presente em vários momentos de nossas vidas.
Quando estamos no ventre de nossa mãe...
Quando somos muito crianças, nos machucamos ou não queremos dormir, e nossa mãe canta uma canção de ninar...
Quando ouvimos pela primeira vez aquele(a) que viria a ser nosso(a) cantor(a) favorito(a)...
Quando fazemos algo de errado, sentimos a canção da culpa em nosso ser...
Quando sentimos o amor...
Quandos estamos alegres...
Quando estamos tristes...
Quando não estamos mais aguentando de tanto tédio...
Quando desejamos viver a vida mais intensamente...
Quando procuramos a paz...
Quando procuramos e encontramos...
Quando buscamos e achamos o que cada um de nós precisa...
Quando (alguns) vão louvar ao Rei dos Reis...
Quando queremos ajudar uma pessoa...
Quando sentimos raiva...
Quando estamos arrependidos...
Quando queremos perdoar...
Quando queremos SER e VIVER.
A música está à nossa volta. Isso é algo que não se pode negar ou qustionar. Talvez você não consiga ouvir a música que guia a sua vida, mas como disse o menino August Rush no filme "O Som do Coração":

"A música está ao nosso redor.
A gente só precisa ouvir.
A gente precisa se abrir..."

sábado, janeiro 22, 2011

O Aniversário do Papai!

Viva!
Hoje meu pai faz 46 anos. Estou feliz pelo fato de que Deus me proporcionou mais um ano junto dele e de minha mãe. Minha maior alegria é ver o quanto, a cada ano que passa, mesmo diante de quaisquer dificuldades, ele se permanece forte e a cada ano, se torna mais sábio.
Eu me orgulho da inteligência dele. Ele é legal. Ele é esperto. Ele sabe como fazer uma pessoa feliz, e quando se é necessária ajuda, ele está lá, pronto pra te levantar.
Meu pai é, como diz Po em "Kung Fu Panda", "show de bola".
Espero que, mesmo daqui a 468.000.000 milhões de anos, eu possa estar junto dele.
Feliz Aniversário, Papai.
(e faça um regime de cabeça. rsrsrsrskkk)